quinta-feira, 1 de março de 2012

P.


Ai, eu precisava ficar quietinha. Como quem vai olhar o bolo no forno. Nada de se exasperar, nada de movimentos ríspidos ou muito largos. Fechei os olhos e curti. Curti muito, pra quem está em meio a tanto turbilhão de coisas. Sorri, sonhei, chorei. Tudo em meia hora. Meia hora é muito! Não, quando você não consegue ter paz sempre. Ai, que meia hora de paz boa! Era como se eu estivesse outra, em outros tempos. Por favor, nada de me achar melodramática. Até que sou um sucesso nisso. Mas, enfim. Era só pra dizer que hoje fui feliz. E Deus tem mais pra mim. Sim, de felicidade.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Icebergs

E estava ficando assim: um poste bem no meio das minhas mudanças.
Não vi a cor nem a altura. Mas, me complicou.
E pra onde eu queria ir, ficaria como? E meu segundo passo? E minha mutação?
Acho que é algo semelhante à motivação do cara famoso que esqueci o nome. O da pedra no caminho.
O poema todo é praticamente baseado na pedra e no caminho. Possivelmente, era o que consistia o momento. Ou não. Tem coisa que a gente escreve por uma inspiração tão escondida. Às vezes, a aparente inspiração é um mar, uma palavra de alguém, uma música...coisas simples da vida. Daí, vem alguém e vê que aquilo é adequadíssimo para o mundo embaralhado e complexo de sensações que está vivendo.
Acho bonito isso. Essa ponte de tantos metros entre quem escreve e quem lê. E é um paradoxo tão material, porque ao mesmo tempo que ela separa, ela aproxima muito.
Do mais, estou sem poder mudar do jeito que quero, mas tenho mudado como as coisas me permitem.
Ou talvez eu poderia fazer algo mais.
Enquanto isso, escrevo. Escrevo e falo. Falo e escrevo.
Como se isso pudesse mudar algo, e pode. Pode assim: uns milímetros.
Mas, persisto na mesma: sem conseguir mudar o tanto que deveria, gostaria, necessitaria.
Essa coisa da mudança não depende só de nós não, moço.
É algo mais profundo.
Acho que a pedra é como um iceberg.
Na verdade, a analogia é perfeita.
Estou vendo aqui direitinho e é exatamente isso.
Bem na minha frente, sem inclinação alguma: um iceberg terreno.
Ah, Carlos Drummond de Andrade.

(Sim, voltei a escrever aqui. Talvez volte outras vezes).

quarta-feira, 9 de março de 2011

Do lado de cá.

Ah, eu sempre tive de refazer as malas rápido.
Parece essa coisa que chamam de sina...eu lá sei se isso existe.
Minha sina: eu chego e acontece alguma coisa que me manda embora de volta.
Nem é de volta.
Só se volta pra o que era antes?
Eu acabo indo pra um outro lugar parecido com o que eu estava, mas ter pisado naquele solo novo, cria algo em mim. Sempre. Nem que sejam espinhas.
Lá vou eu de novo...
Buscar refazer também minha mente, minha sanidade, minhas unhas.
Dá uma dó de mim ter que ir...
Dá uma dó, porque eu vou sentir.
Mas, eu vou. E vou levar todos os porta-retratos também.
Pensando bem, hoje, dessa vez, eu não deixo nem as agulhas.
Acho que vai ser assim, até eu encontrar um porto.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Acontece.




- Alô, Marcinha?!
- Não, não é a Marcinha, meu bem...
- Ô, minha senhora, deixe eu falar com a Marcinha, estou com poucos créditos, precisofalarcomelaurgente.
- Hã?
- Tô dizendo que tô com poucos créditos e PRECISO FALAR COM A MARCINHA URGENTE!!!!!!
- É que aqui tá um barulho horrível, meu filho...qual é o seu nome?
- Eu não posso dizer o  meu nome...tô com poucos créditos, QUERO FALAR COM A MARCINHA!!!
- Ei, quer deixar recado?!
- Não, não vai dar tempo, tô aqui quase sem créditos, moça...
 - Olha, deixa eu te explicar...é que a Márcia...alô? alô?
- Oi, tô ouvindo...
- Pois é, a Márcia...deixa eu ver aqui se ela tá em casa...espera só um minutinho, tá?
- EI, PERAÍ! Eu não posso esperar! Tô com poucos créditos...daqui a pouco vai dar aquele alarmezinnho no celular...alô? [Queria deixa um recado] ¬¬
                                             [...]

 - Oi!
- Marcinha?!
- Não, sou eu...que tava falando com você agora pouco...a Marcinha mandou dizer que não tá.
- Hã?! Ela tá? Então, chamalogoporfavor...meuscreditostãoacabandonãovaidartempodeeufalarcomela...
- Não...você não entendeu... 
- Tututututu...
- Alô? A-lôaa! [...] 

[Celulares delisgados].

- Eu, hein, Marcinha?! Tu só tem amigo doido!

[Acontece].

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

É chegada a hora.


Você passa por muitas situações complicadas, que te influenciam de diversas maneiras e fazem você aprender muito. Passa um tempo e...tudo de novo. Você chora de novo, luta de novo, vence de novo. E não se desespere se a vida te trouxer novamente o mesmo abacaxi. Ou similar.  É dessa forma que você vai ver até que ponto mudou, de que forma sabe lidar com a situação, o que precisa ser modelado em sua digníssima paciência e em seu equilíbrio. Enfim...pra ver se você aprendeu.

Ajeita os óculos, amarra o cabelo e vai. É chegada a hora.  Seja equilibrada!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Amigos, amigos, negócios à parte.

Já tive amigo pra estar nos momentos mais difíceis, mais frágeis, mais desesperadores. Já tive amigos pra morrer de rir e pra chorar, desenganadamente. Já tive amigos que foram um pouco falsos em uma situação ou outra...relevei. Mas, os vi se tornando menos amigos, sabe? Até não serem mais. Já tive amigos mansos, outros um foguete. E pra cima de mim?! Esses também foram minguando, minguando...

Já tive amigos muito magros. Muito gordos. Muito instransigentes...não! Muito intransigentes, não. Já tive amigos muito críticos, isso já! Já tive amigos muito inteligentes, muito pomposos. Já tive amigos malas? Só daqueles malas, às vezes. Acho que não tenho muita paciência.

Já tive amigos pra falar até não conseguir mais deixar os olhos abertos; outros, pra não me ouvir, quase nunca. Já tive amigos interesseiros? Nem sei. Já tive amigos de supetão...de cinco dias. Não! Cinco meses. Já tive amigos de 10 anos. De 7 anos. Já tive amigos de instantes?

Já tive amigos pilantras. Ladrões. Isso foi há muito tempo. Mas, lógico, em segundos, tive de destituí-los da função. E nem os considerava tão amigos assim. Acho que foi essa a entrada da pilantragem. Ou não?

Já tive amigos de estação. Amigos estrangeiros. também. Esses, nunca deram muito certo. Já tive amigos tão iguais a mim! Ah, lógico: amigos irônicos. Sim. Mas, também, aqueles complicados...devo ter sido mais psicóloga que amiga. Ou não.

Já tive amigos distantes, mas perto. E perto, mas distantes...aí, esses últimos também foram descendo o degrau. Indo embora...

Já tive amigos coloridos. Sim! Quem não teve? Tive amigos-namorados, amigos-colegas [acabei de criar, pensando em certas coisas], amigos estranhos? Não. Acho que nunca tive amigos estranhos. Já tive amigos que não deram a mínima pra me ajudar. Que sumiram do mapa. Que preferiram se omitir. Quê mais...?! Que não deram a mínima pras minhas necessidades...você deve tá se perguntando: como assim? Pois é. Logo após, deixaram de ser [amigos].

Já tive amigos. Tantos! Uns nem mais o são. Outros muitos, sim.
Já tive amigos que questionei serem amigos mesmo. Mas, tinha momentos que eu tinha tanta certeza...

Amizade é um bicho estranho. É? Nem tanto. Acho que é uma questão de saber que o que nos aproxima são laços que podem, de repente, mudar. E quando mudam, mudam. A gente não tem muito o que fazer... mas, têm aqueles que resistem a mudanças. Não sei o que é. Mas, deve ter algo. Simploriamente, algo.


Já tive amigos de turminha. Acabou a turma, eles sumiram. Mas, eram divertidos à beça! Ah, mas eu tenho amigos de cabeça. Estão longe, longe, mas não esqueço. E um deles, é amigo de sempre.

Já tive amigos que lutam pela amizade, sabe? E me ensinaram com isso.

Já tive amigos que não param de trabalhar, de fazer, fazer, fazer. Já até avisei, mas, enfim. Você sabe como é.


Já tive amigos. Acho que mais que ficar querendo indagar a seriedade ou verdade deles, preciso entender que eles vão ser hora ou outra não generosos e omissos. Que bruto? Não. Que verdade.

Mas, só de tê-los, me confortam boas lembranças. Ótimas.

Foram os meus amigos que me deram momentos tão inesquecíveis. E só tenho a agradecer. Mesmo que depois de um tempo, eles tenham sumido. Tomado um pluft. O importante é valorizá-los. Muito, muito e muito. Até onde der. Até onde existir amizade.


Ah, e apesar de tudo que perpasse essa história de amizade, tenho amigos muito valiosos. Que eu queria que fossem eternos. Utopia? Entenda como quiser [sempre vai ser assim mesmo].

Pra finalizar, enfim, posso dizer que por mais que eu já tenha visto e ouvido comentários opostos... não [ne, non, not, don´t, no], eu não acredito nessa história de amigos, amigos, negócios à parte. Isso destrói alguma coisa na amizade. Alguma coisa que não sei bem explicar. 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ah!


 O que eu ia postar, desisti.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Não chamei

 Eu nem te chamei, meu amor
e tu vieste
Eu nem te chamei
Eu nem te amei
Daquela primeira vez
aguda pra ti
Eu nem te olhei
Mas, vieste.


Vieste, fizeste daquele meu ar
algo um pouco mais insuficiente
Daqueles dias
um pouco mais necessitados
E eu nem te chamei
Nem te amei
Eu nem te chamei nem te amei
E tu vieste.
Agora, dá-me um nó de te mandar embora
Parece uma crueldade...
e não só contigo.


Já te chamo de amor
E nem te chamei.
Nem te tanta coisa...
que quero te amar um pouco mais
por tanto tempo perdido
Ah, se eu soubesse
Que tu virias,
mesmo sem eu ter chamado


Juro que tentaria o contrário
Pra ver no que teria dado
Decerto, não cessaria esse dever meu de
te mandar embora
E certamente, virias.
E eu cá estaria.
Meu sorriso no teu é tão terno...
e já quero tanto te ver
Mas, não te chamei
e devia ter avisado
amor
Eu não posso você.


_E eu não fazia poesia faz quase anos!